domingo, 31 de maio de 2009

Mais um recebido por e-mail

O Tropfest é o maior festival de curtas metragens do mundo. Começou há 17 anos em Sydney, na Austrália. Teve a sua 1ª edição no ano passado em Nova York. O vencedor de 2008 foi este filme totalmente filmado com um telemóvel em Sidney e NY por Jason Van Genderen.
O seu orçamento foi de 40 dólares (+/- 30 euros) !


sexta-feira, 29 de maio de 2009

O Pato e o Código Napoleónico (made in Alentejo)

Um advogado de muito sucesso da linha de Cascais vai caçar patos para
o Alentejo.

Dá um tiro, acerta num pato, mas o bicho cai dentro da propriedade de
um lavrador.

Enquanto o advogado saltava a vedação, o lavrador chega no tractor e
pergunta-lhe o que estava ele a fazer.

O advogado respondeu:

- Acabei de matar um pato, mas ele caiu na sua terra, e agora vou buscá-lo.

O velhote responde:

- Esta propriedade é privada, por isso não pode entrar.

O advogado, indignado:

- Eu sou um dos melhores advogados de Portugal! Se não me deixa ir
buscar o pato eu processo-o e fico-lhe com tudo o que tem.

O lavrador sorriu e disse:

- O senhor não sabe como é que funcionam as coisas no Alentejo!

Nós aqui temos o Código Napoleónico!

Nós resolvemos estas pequenas zangas com a Regra Alentejana dos Três
Pontapés. Primeiro eu dou-lhe três pontapés; depois você dá-me três
pontapés assim consecutivamente até um de nós desistir!

O advogado já se estava a sentir violento há um bocado, olhou para o
velho e pensou que era fácil dar-lhe uma carga de porrada.

Por isso, aceitou resolver as coisas segundo o costume local.

O velho, muito lentamente, saiu do tractor e caminhou até perto do advogado.

O primeiro pontapé, dado com uma galocha bem pesada, acertou
directamente nas bolas do advogado, que caiu de joelhos e vomitou.

O segundo pontapé quase arrancou o nariz do advogado.

Quando o advogado caiu de cara, com as dores, o lavrador apontou o
terceiro pontapé aos rins, o que fez com que o outro quase desistisse.

Contudo, o coração negro e vingativo do advogado falou mais forte.

Ele não desistiu, levantou-se, todo ensanguentado, e disse:

- Bora, velhote! Agora é a minha vez!

O lavrador sorriu e disse:

- Nah! Eu cá desisto! Leve lá o pato!


Recebido por e-mail

quinta-feira, 28 de maio de 2009

28 de Maio de 1932...

"... uma mulher dá à luz 2 gémeas, a Francisca e a Maria, numa casa modesta, perdida pelos montes alentejanos, onde apenas uma parteira lhe vale.
Não foi um parto fácil, e são mais 2 bocas para alimentar.

Aos 6 anos de idade já as gémeas trabalham no campo, para ajudar a colocar comida na mesa. A família entretanto já tinha crescido, e a seguir a elas vieram mais 6 irmãos, embora um deles tenha falecido ainda bebé."

Podia perder aqui o dia inteiro a contar a história de vida da minha avó, que faz hoje 77 anos, que iria ficar muita coisa por contar. Histórias que já ouvi vezes sem conta, mas que não me importo que ela repita. Histórias duras, de quem nada teve. Histórias que fazem refletir quem se queixa de tudo e de todos.

Estive para perder a minha avó há 2 anos atrás, quando adoeceu gravemente. Mas consegui raptá-la, quando ma quiseram levar para os céus, e se depender de mim, ela por cá continuará por muitos muitos muitos muitos anos.

Para a minha avó Francisca, um beijo daqueles enormes, seguido do nosso abraço apertado. És o meu anjo na terra e nunca terei palavras suficientes que consigam demonstrar o quanto te amo!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O poder da "graxa"

As coisas não vão bem lá pelo meu emprego, como bem sabem.
Esta semana pedi à minha gerente para fazer as contas ao que eu ficaria a ganhar se ela me colocasse a trabalhar a meio tempo (part-time).
Ela não gostou da pergunta. Olhou-me com aquele ar matador, que só coloca medo a alguns, a mim não, e perguntou-me se era mesmo aquilo que eu queria. Confesso que quase comecei a chorar, porque não é mesmo o que quero. Adoro a minha loja, trabalhei tanto por ela e batalho tanto por ela todos os dias. Mesmo em casa estou com o pensamento lá, o que posso fazer para a coisa melhorar, como me posso tornar numa profissional ainda melhor. Se pudesse dormia lá, porque tenho imenso trabalho atrasado e as 24 horas do dia não me chegam para o conseguir orientar.
Bem, mas a questão é que a minha gerente não me voltou a falar sobre o assunto, não me voltou a fazer mais qualquer tipo de pergunta. Mas sei que a coisa não vai morrer por ali.
Depois da nossa conversa eu deixei de se a "Mel" para passar a ser a "Melzinha". Ela elogia-me em frente aos chefes, ao ponto de um deles me querer "raptar" para o departamento dele.
Já percebi a táctica dela. Quer-me fazer sentir útil e insubstituível. E eu estou a adorar... sei que é uma ilusão, mas estou a adorar. O meu ego andou o dia inteiro de ontem em alta, até senti que o trabalho rolou muito melhor. Mas é óbvio que tudo voltará ao normal assim que a minha chefe vier de férias e o meu poder diminuir.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Bomba nas mãos

E se fossem vocês que tivessem às costas uma descoberta que necessitava de ser revelada o mais rápido possível, mas em que essa descoberta poderia colocar em risco a relação entre duas pessoas?
Uma descoberta que seria uma autêntica bomba, capaz de arrasar com tudo e com todos?
Hoje tive essa bomba nas mãos, e acabei de a largar. Larguei-a tentando que os prejuízos fossem os mínimos possíveis, que deixasse o menor número de estragos, que quebrasse o menor número de corações.
E não foi fácil... nunca tive uma responsabilidade desse tamanho na minha vida, e hoje tive que decidir em pouco tempo o que fazer com a verdade, com uma verdade que dói, magoa, destrói... mas que depois passa, deixando rasto pelo caminho, mas passa.

Ainda não sei das verdadeiras consequências, mas só posso dizer que neste momento sinto um alívio enorme. Sinto que pelo menos a mentira acabou.

E já se diz há muito tempo que mais vale uma verdade que dói cinco minutos, do que uma mentira que dói a vida toda...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Nascimento

Passamos a vida a dizer que não vale a pena trazer bebés ao mundo, porque isto anda tudo mau, e é injusto, ingrato, egoísmo... Que a vida está cara, que não existem condições, bla bla bla, whiskas saquetas...

Se é tudo isso e muito mais, porque é que nos emocionamos quando recebemos a noticia de mais uma gestação, que nos leva a ver tudo de maneira diferente e a sermos muito mais optimistas em relação ao futuro? Em que as noticias más passam imediatamente para segundo plano?

Hoje li no blogue de uma querida bloguista habitual por estas bandas que vai ser novamente mamã, e eu emocionei-me que nem uma parva, fiquei felicíssima por ela e voltei a acreditar que vale a pena. Vale a pena lutarmos por eles e metermos mãos à obra para tentarmos tornar a merda deste mundo numa coisa melhor.

Lita, minha querida, venha de lá esse bebé, que nós cá estaremos para o receber, amar e mimar, com tudo o que ele tem direito.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O reencontro

Hoje fiquei a trabalhar até mais tarde (para variar). Estive para frente e para trás mais uma hora e um quarto do que devia.

E parece que tinha que ser mesmo assim, que estava traçado.

Quando acelerei para ir até aos serviços sociais para trocar de roupa e bazar para casa, quase que choco com uma pessoa. Aquela pessoa que nunca, jamais esperaríamos voltar encontrar neste mundo, muito menos ali, no meu local de trabalho.

Namorei com ele pouco tempo. Mas foi o namorado que mais me marcou.. pela negativa. Fez-me sofrer horrores, passei tudo o que há de mau nas mãos dele, fez-me sentir que não valia nada. Bati no fundo, rebolei na merda, fiquei uma pessoa diferente. Fez-me muito mal, mas eu também tive a culpa. Nunca o deveria de ter permitido. Mas nós só aprendemos a crescer assim, com os erros. E eu cresci. E mudei. Para melhor, espero eu.

O impacto do nosso reencontro foi nulo. Ignorei-o, como se ele fosse invisível, e ele ficou surpreendido por me ver ali. Tenho a certeza que ainda agora se estará a perguntar se seria mesmo eu.

E eu estou a pensar porque é que tinha que me cruzar com ele naquele milésimo de segundo. Porque foi por um milésimo de segundo...

Para quem acha que eu ainda sinto algo por ele, desengane-se, não sinto nada. Nem o pior dos sentimentos. Não senti nada por o ver ali. Acho que continua a mesma pessoa triste, que vive de falsas aparências, que não consegue ser feliz, muito menos fazer feliz alguém.

Mas se tivesse tido a oportunidade de ter agido naquela altura... acho que a minha única reacção seria dar-lhe um valente pontapé nos tomates...
Sim, porque eu perdoo, mas não esqueço...:D

domingo, 17 de maio de 2009

Parabéns, oh cromo!

Não me largou a "cueca" enquanto não me tornei leitora assídua do tal blog que anda a cobrir.
O blog do moço já sobreviveu a 3 blogs meus, e provavelmente ainda vai sobreviver a muitos mais.
Tenho em casa um urso polar de peluche com o nome dele, que por coincidência (ou não) foi ele quem mo ofereceu.
Consegue-me tirar do sério vezes sem conta, mas essa parte está controlada, basta virar costas e deixá-lo a falar sozinho.
Gosto de o ofender (como ele diz, já ganhei esse direito há muito tempo). Mas odeio que outras pessoas o façam.
Enfim, havia tanto para falar sobre ele, mas agora também não tenho tempo.

A modos que fica a mensagem.

Shôr Bruno, feliz aniversário, não contes com prenda que a vida não está fácil, que estes (quase) 2 anos juntos (salvo seja, cruz credo canhoto) dupliquem, tripliquem, quadripliquem (e por ai fora) por muitos mais anos.
E toma consciência de uma coisa... cada vez mais te afastas dos "intas" e te aproximas dos "entas", AHAHAHAHAH, toma toma!!!

Parabéns para ti, só para ti, e apenas hoje.:P





quinta-feira, 14 de maio de 2009

Desculpem..

... é acima de tudo falta de tempo. Só falta dormir no trabalho...:S

Beijos e obrigada pela preocupação!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Isto é muito triste...

...e não tem a mínima piada.
Porque é que as supostas "estrelas" se deixam chegar a isto?
Alguém se lembra do David Hasselhoff?

domingo, 3 de maio de 2009

O dia dela

Era uma vez, há muitos anos atrás, uma bebé muito bonita, rechunchuda, fofinha e simpática.
Certo Verão, essa bebé foi deixada, apenas por uns dias, com a sua avó materna, para os papás poderem ir dar uns mergulhos até à praia, com os outros 2 filhotes mais cresciditos. O argumento para não levarem a bebé foi para não terem que andar com fraldas atrás. Mas a mamã da bebé arrependeu-se de a deixar a partir desse mesmo instante. E pior ficou, quando já em plena praia, recebe a noticia que a sua bebé não come, não dorme e não reage seja a que estimulo for.
Ela volta imediatamente para casa.
E assim que a bebé vê a mãe, ri e chora de alegria ao mesmo tempo. Ela tinha sido salva. A fome volta, a alegria ainda mais, a normalidade tinha regressado.

E é isso. Quase 30 anos depois, o sentimento continua, cada vez mais forte.
É sobre ela que carrego todas as minhas frustrações, mas com quem partilho muitas mais alegrias.
É com ela que discuto todo o santo dia, mas que fazer, ela sem mim não é ninguém, tenho que ter alguma paciência.

O dia dela não é só hoje, são todos os dias.
E ela é apenas isto, a melhor mãe do mundo. Pelo menos até agora, porque quando lhe der um neto, a melhor mãe do mundo passarei a ser eu...:P

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O adeus?

Estive a trabalhar em Setúbal durante o Verão inteiro do ano passado.
Mas não conheço a cidade. Era apenas trabalho-casa, casa-trabalho.
No entanto eu nunca, mas mesmo nunca, me senti tão amada, tão desejada, tão bem tratada até hoje, como me senti lá.
Era uma química muito forte, aquela que tinha com os meus colegas e com os meus superiores. Como se nos conhecessemos há anos, desde sempre.
O momento da despedida foi muito doloroso. Muitas lágrimas, coração triste e apertado, olhar fechado.
Desde então os convites para voltar aparecem uns atrás dos outros, ou porque alguém se demitiu e abriu uma vaga, ou porque a equipa sem mim não está completa, ou por isto, ou por aquilo.
E a verdade é que aqui, no meu cantinho, não me sinto feliz. Profissionalmente está a ser um autêntico fiasco. Trabalhei tanto, durante tanto tempo, para nada. É assim que me sinto. Aprendi muito, imenso, aprendi mais em 5 semanas de implantação de loja, do que aquilo que iria aprender num ano cá fora, tenho plena noção disso. Mas será que agora que melhorei em vários aspectos, não seria a melhor altura para voltar? Para voltar ao cantinho de onde provavelmente nunca deveria de ter saído? Para voltar para os braços de quem sempre me deu valor, desde o primeiro segundo, o primeiro instante? Se ninguém é insubstituível, porque é que a maré me tenta arrastar sempre para lá?
Estou confusa, cheia de dúvidas e com muito medo, mas provavelmente, e se deixar o coração tomar a derradeira decisão, vai ser a maior mudança da minha vida.
Mas quem não arrisca...